sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Boleiros da Arquibancada na Rádio Inconfidência

Amigos, nesta semana, recebi (com muita felicidade) o convite dos amigos da Rádio Inconfidência para participar do Esportes Pelo Ar. O programa, que foi ao na última na quinta-feira (23), teve a apresentação do amigo Léo Campos. Estive nos comentários ao lado do irmão Matheus de Oliveira.


Falamos do nosso Boleiros da Arquibancada, além do futebol mineiro e outros assuntos. Pra quem não conferiu, está aí a oportunidade:



O Esportes pelo Ar vai ao ar (perdão pela redundância) de segunda a sexta, às 20h (de Brasília), no AM 880 de Belo Horizonte ou pelo www.inconfidencia.com.br.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mais um trabalho finalizado

Nós, do Boleiros da Arquibancada, fechamos hoje a revista "Três vezes Cruzeiro", sobre a conquista do tricampeonato brasileiro da Raposa. O trabalho conta com fichas de todas as 38 partidas, com destaque para os principais jogos do campeão, além de textos e estatísticas da campanha azul.

Capa da revista "Três vezes Cruzeiro".
(Foto: Montagem sobre foto de Washington Alves/Textual/Divulgação Cruzeiro)

A revista, de 24 páginas, teve a coordenação e edição de João Vitor Cirilo, fotografias de Denis Dias, Textual e VIPCOMM (liberadas para uso da imprensa), textos de Felipe Freitas, Felippe Drummond Neto, Frederico Vieira, Helena Sader, João Paulo Freitas, Júlia Alves, Matheus de Oliveira e Pâmela Matos, e a colaboração de Rodolpho Victor.

Confira abaixo a revista completa. O arquivo é disponível para download, em formato .pdf:

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Incontestável

"A torcida do Cruzeiro não aceita Marcelo Oliveira. Atleticano, aqui não!"

"Abram o olho com o Corinthians! Fluminense também está entre os favoritos"

"Talvez o Cruzeiro seja apenas um bom candidato à surpresa"

"Ricardo Goulart é jogador de time pequeno"

"Bruno Rodrigo? Reserva de Durval e Edu Dracena?"

"Ninguém conhece esse Nilton"

"Cruzeiro trazendo uma barca de jogadores. Nem sempre é essa a fórmula do sucesso"


Foto: Washington Alves/VIPCOMM

Cito acima apenas algumas frases ditas no início da temporada (algumas delas eu concordei, inicialmente). Porém, aos pouquinhos, o Cruzeiro foi trabalhando, quieto, sob o comando de um treinador que demonstra qualidade desde os tempos de interino no Atlético. Marcelo Oliveira, assim como Cuca do outro lado, tem agora em seu currículo uma grande conquista que o credencia a ser um dos principais técnicos do país. Ele merece os parabéns. Um cara que eu torcia para dar certo no Galo, há muito tempo, mas por arrogância e falta de reconhecimento de alguns, não conseguiu obter sucesso. Teve que sair, buscar valorização em outros quintais, para voltar a Minas Gerais e levantar seu primeiro caneco de peso.

O presidente Gilvan, outro muito contestado no início do ano, conseguiu montar uma bela equipe. Bancou Marcelo, e com a ajuda dos outros membros da diretoria, fez pontuais e interessantíssimas contratações. Quem diria que William seria moeda de troca por mandar o ineficiente Diego Souza para a Ucrânia? E o Cruzeiro ainda levou uma boa grana...

Mas talvez ninguém mereça mais esse título do que Fábio. Ninguém defendeu essa camisa como ele nos últimos tempos. Ninguém salvou tanto o Cruzeiro em momentos ruins como ele. Ninguém foi tão injustiçado, nunca lembrado pelos comandantes da seleção brasileira. Esse título é seu, Fábio. Comemore.

E o torcedor azul já estava cansado de esperar uma grande conquista, que não vinha há dez anos. Voltar a gritar depois de tanto tempo de seca, ainda mais vendo o rival se tornar o principal time do continente, tem sabor especial. Toda a festa é merecida.

E, juntamente com o título da Libertadores (e quem sabe do mundo?) do Galo, esse Brasileirão é a consolidação de um futebol mineiro mais forte. Parabéns, Atlético e Cruzeiro. 2013 é de vocês.

Por um futebol mineiro mais forte!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Lince #56

Ainda não havia colocado esse por aqui. Mais um Jornal Lince foi fechado por nós lá na Central de Produção Jornalística da Newton Paiva. Ao lado do coordenador e mestre Eustáquio Trindade Neto, dos outros dois monitores João Paulo Freitas e Caíque Rocha, e da nossa competente equipe de estagiários, colaboramos com a edição de número 56 do nosso jornal-laboratório. Além da cuidar da parte de edição, também escrevi uma matéria (sobre as causas do insucesso do atletismo brasileiro, nas páginas 18 e 19). Confira abaixo o jornal completo:

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mais e Mais

Falei outro dia sobre o EP que o Sorriso Maroto lançou no mês passado e resolvi presentear o amigo Marcus Rolphs, que assoprou velinhas recentemente. O Felipe Freitas, que estava conosco, também resolveu comprar um CD pro companheiro, e foi certeiro na escolha: pegou "Mais e Mais", do Thiaguinho, um álbum de dar gosto e capaz de te fazer ouvir várias vezes seguidas. Aliás, o nome veio a calhar. Você quer ouvir "Mais e Mais" mesmo.

Thiaguinho, que mudou a cara do Exalta em sua chegada no meio da década de 2000, mantém a sua pegada nesse álbum, lançado há uns três meses, com músicas mais animadas e, também, românticas. Eu preferi a segunda opção, como "As aparências enganam", "Mais e Mais", que dá nome ao trabalho, e "Será que é amor?", a minha preferida. Coloco ela abaixo e, também, o EP completo. Curta, porque vale a pena.


Completo:

Ok, é a segunda vez seguida que falo de pagode por aqui (já tinha falado de rap aqui também). Na próxima a gente muda o estilo.

Abraço!

sábado, 9 de novembro de 2013

Coisas de torcedor

Vai chegando a hora de Cruzeiro x Grêmio, aquele que parece ser o ato final de uma conquista incontestável da Raposa neste Brasileirão 2013. Como diria aquele locutor, palmas e mais palmas para o time azul, mas o objetivo deste post não é esse.

Na verdade, quero fazer um desabafo. Não aguento certas chatices comuns à boa parte dos torcedores. As coisas seriam muito mais fáceis se todos fossem um pouquinho mais sinceros.

Atleticanos, não venham dizer que não estão secando o Cruzeiro e que só torcem para o Atlético. MENTIRA. Estão secando sim, e muito. E você, cruzeirense, não diga que não fez o mesmo durante a Libertadores conquistada pelo Galo. Fez! Não se recordam do foguetório digno de título após a derrota para o Olimpia no Paraguai? E as inúmeras camisas de Newell's e Olimpia espalhadas pelas ruas de Belo Horizonte? (Vale lembrar que muitos atleticanos fizeram o mesmo com o Estudiantes)

É importante entender que esse tipo de coisa sempre fez e sempre fará parte do dia a dia do torcedor. Ver o meu rival perder enquanto eu vivo um bom momento é desejo de todos os torcedores. Não adianta dizer que não e que só se importa com seu time. Na hora que a bola rola, todos estão com o fone no ouvido secando o rival, seja ele Atlético ou Cruzeiro.

É isso que faz o futebol ser o que é. E, cá entre nós, é bem melhor poder zoar o rival quando os dois disputam em alto nível, como é nosso caso agora.

Por um futebol mineiro mais forte!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Riscos e Certezas

Pra quem gosta de um bom pagode romântico (ou também de um pagode "pra frente", como diria meu amigo Matheus Viana), Sorriso Maroto é o que há. No mês passado, os caras lançaram um EP chamado "Riscos e Certezas", com cinco músicas inéditas e uma sexta já conhecida (que, aliás, eu não gosto muito), "Fofinha Delícia", que é tema de uma novela dessas novelas do plim-plim (não me perguntem qual. rs).

Bom, importante é saber que o álbum, gravado nos States, ficou legal. Tem duas participações especiais, do americano Brian Mcknight (na boa "Mais Fácil") e de Jorge e Mateus (em "Guerra Fria". Letra boa, mas achei que faltou samba nela). O Sorriso também adicionou uma pitada de sertanejo em "Tá bom, aham". A sanfona ficou legal na música, a segunda do álbum.

Mas a faixa que mais gostei não é nenhuma dessas que citei. É essa que vem abaixo, chamada "Pra você escutar". Logo depois, coloco o CD completo também, pra quem quiser curtir.


EP completo:

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Trilha do dia

Como costumeiramente em todas as madrugadas, viajando por aí neste maravilhoso mundo chamado Youtube (palmas, muitas para quem o inventou), fui curtir um bom som. O do dia foi Linkin Park. E, como é "de lei", quando ouço LP é obrigatório também ouvir Jay-Z (por causa daquele álbum "Collision Course" que gravaram). Meio que sem querer, encontrei o MTV Unplugged do cara por lá. É antigo o show (2001), mas eu ainda não havia assistido. Com o perdão da expressão (sem frescura, né?), ficou MUITO FODA.



Atletismo: as causas do insucesso

Na última edição do Jornal Lince, publiquei uma matéria sobre o atletismo (e o esporte brasileiro em geral) e as causas do insucesso, pegando como gancho mais um fraco desempenho em um torneio mundial. Confira abaixo a matéria que fiz em parceria com o grande amigo Caíque Rocha.


Após outro desempenho ruim em uma competição internacional, o Mundial de Atletismo, fica a pergunta: de quem é a culpa pelos fracassos recentes dos esportistas brasileiros?

Por João Vitor Cirilo e Caíque Rocha (4º e 2º períodos) para a edição 56 do Jornal Lince (outubro de 2013).

O roteiro é sempre o mesmo. Nos últimos anos, brasileiros que chegam a competições esportivas internacionais não conseguem grandes resultados vistos em tempos passados. No último mês, no Mundial de Atletismo em Moscou, o Brasil não voltou com uma medalha sequer. Quando as coisas pareciam dar certo, no fechamento do torneio, até o bastão no revezamento 4x100 metros feminino caiu, jogando fora a única chance de medalha restante para o Brasil. Mas essa queda é apenas reflexo de uma questão muito maior.

Qual seria o principal causador dos fracassos recentes no esporte brasileiro? O Estado não investe onde deveria? Falta amor aos atletas, que pegam o dinheiro e vão somente “a passeio”? Governo, confederações e competidores apresentam, na maioria das vezes, posições divergentes sobre as causas do fraco desempenho.

Solonei e Paulo Roberto após a maratona no Mundial de Atletismo.
(Foto: Arquivo pessoal)

DE QUEM É A CULPA?

A questão acima gera divergências. Após a última edição dos Jogos Olímpicos e também neste Mundial de Atletismo, muitos competidores culparam confederações e o governo pelo fraco desempenho. Daniel Ottoni, repórter do jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, tem a mesma visão. “Os atletas não possuem a melhor estrutura para trabalhar. O esporte não é valorizado como deveria e os resultados no Mundial são uma consequência de todo um descaso para com o esporte, que vem de anos”, opina. “Atletas e treinadores lutam muito todos os dias contra condições péssimas de treinamento. O governo brasileiro é o maior culpado pela falta de investimento”, completa Daniel.

Entretanto, para o maratonista Luís Fernando de Almeida Paula, irmão de Paulo Roberto de Almeida Paula, sétimo colocado na maratona do Mundial, essa postura crítica é errada. “Esse desempenho ruim não é culpa nem do governo nem da confederação. Em minha opinião, é culpa do profissional, do atleta, que tem que visar aquilo que ele quer”, argumenta. “Falo para o meu irmão: ‘Paulo Roberto, você vai ficar em função deste treino’. Brasileiro compete todo fim de semana e quer chegar a uma competição internacional achando que vai ganhar ou subir no pódio. Não vai! É outra pegada”, declara Luís Fernando, de 34 anos, há 20 como corredor.

Para Solonei Silva, sexto colocado (o melhor brasileiro) na maratona do Mundial, não existe culpado. “A vida do atleta não é fácil. Não se pode avaliar o desempenho do atleta em uma simples ou complicada competição. Teria que acompanhar o dia a dia durante o ciclo inteiro”. Solonei também criticou a postura da imprensa. “Eu nunca fiquei sabendo de nenhuma mídia ou jornalista que fez isso (acompanhar os treinos diariamente)”.

DINHEIRO TEM

Luís Fernando ressaltou que, nos últimos tempos, nunca se teve tanto investimento do Estado no esporte como agora. “Muitos ficam com desculpa, falando besteira na mídia. Nós podemos falar tudo, mas o governo está investindo muito dinheiro em cima do esporte. Tem dinheiro sobrando. Você pede uma coisa, e o governo banca. E por que o atleta chega na hora e não dá resultado?”, questiona.

Solonei está de acordo. “Os clubes, federações e confederação nunca tiveram tanto apoio do governo e da iniciativa privada como estão tendo agora, como o Bolsa Atleta, Bolsa Pódio, entre outros”. Porém, para ele, estamos no caminho correto. “Cabe aos atletas fazer o melhor possível e isso está acontecendo”.

Luís Fernando criticou a postura de alguns competidores, que, segundo ele, “só pegam o dinheiro e colocam no bolso”. “E aí você pensa: como esse atleta não conseguiu um treinamento internacional? Porque ele tem medo de mexer no bolso dele, não quer investir, e aí fica difícil mostrar resultado. Todo o dinheiro que entra para o meu irmão, da Bolsa Atleta, da Confederação Brasileira de Atletismo, é investido na carreira dele. A diferença é essa”, conclui o maratonista.

RENOVAÇÃO

Daniel Ottoni diverge da opinião de Luís. “Atualmente eles (o governo) investem pouco; antes, não investiam nada. O governo não abre os olhos para o atletismo, a não ser quando campeonatos importantes acontecem. Em cima da hora, o resultado não vem. É preciso ter investimento na base, pensar no futuro, acreditar no esporte e demonstrar isso por meio de ações. Não adianta investir faltando dois ou três anos para Mundiais e Olimpíadas”, observa Daniel Ottoni.

Falando sobre renovação, Luís Fernando tem a mesma visão. “Em 2016, chance real mesmo só na maratona, porque vai correr no calor e pode ter chance de pódio. Nas outras, só por Deus, porque não há jovens. No feminino, faz dez anos que são as mesmas meninas que ganham no Brasil. Não se vê uma renovação. O trabalho pra 2016 deveria ter começado há uma década. Agora, fica difícil”, avalia Luís Fernando.

Daniel Ottoni reforça que a mudança só poderá acontecer se for feito um trabalho em longo prazo. “A partir do momento em que investimentos que mereçam elogios apareçam, os resultados aparecerão em cinco ou sete anos. O processo é lento”.

Solonei Silva.
(Foto: Arquivo pessoal)

VAMOS ÀS ESCOLAS

Com um território muito extenso e grande população, é evidente que o Brasil tem escondido por aí um grande potencial. Pensemos nas inúmeras escolas públicas. Alguém já parou para refletir sobre o número de crianças e jovens que poderiam se transformar em atletas de ponta? Porém, na atual mentalidade educacional no Brasil, esse ainda não é o papel das escolas.

A reportagem do Jornal Lince procurou a Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais para ter um posicionamento sobre o tema, e foi atendida por Celina Gontijo, analista de educação em Educação Física, e interlocutora dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). “Não podemos ensinar o atletismo como competição dentro das escolas, e sim como esporte. Através do JEMG é que descobrimos talentos em jovens atletas. A formação deles é feita nos clubes”, disse Celina. Segundo ela, o motivo deve-se ao fato de que nem todos os alunos têm vocação para determinado esporte.

“As categorias de base do atletismo no Brasil são excelentes. Vários jovens atletas, inclusive de Minas Gerais, venceram campeonatos mundiais. Estamos sempre organizando competições”, completa Celina Gontijo, ao lembrar que o MEC criou o projeto “Atleta na Escola”, que tem como intuito estimular a prática do atletismo e promover competições envolvendo escolas de todo o país.

FALTA VALORIZAÇÃO

Elbert Fagundes é professor de Educação Física em uma escola estadual localizada na capital mineira. Segundo ele, um dos problemas encontrados nos colégios é o total descaso e desvalorização do profissional. “Encontramos dificuldade de transmitir conteúdos aos alunos devido à falta de material, uma realidade constante, péssimas condições de trabalho e alunos completamente desinteressados com novos projetos e aulas”, ­­­­­afirma.

Para o professor, a falta de motivação para o trabalho nas escolas mineiras se deve a um "governo que é punitivo, desinteressado e que não pensa em educação". Elbert criticou a postura do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, que retirou todos os profissionais de Educação Física das escolas públicas de anos iniciais. "Crianças que antes deveriam aprender o básico sobre coordenação, equilíbrio e força, agora são obrigadas a ficar dentro de sala de aula, sem um professor especialista para ensiná-las tais competências"

“O Brasil poderia explorar muito mais seu potencial. Imagine quanto atletas estão perdidos por aí e que poderiam ser descobertos se projetos e peneiras acontecessem com mais frequência, se parcerias acontecessem com escolas, se o investimento que eles falam que existe acontecesse de verdade. Teríamos vários atletas, por ano, com condições de medalhas, e não um ou outro que chegam apenas para participar e tentar surpreender”, opina Daniel Ottoni.

“Estudos recentes mostram o crescimento exagerado de doenças associadas ao excesso de peso e, com certeza, a Educação Física escolar pode ajudar nesse combate, estimulando o jovem a ser ativo desde a sua infância para que na vida adulta ele consiga definir aquilo que mais gosta e desenvolver melhor tal habilidade”, defende Elbert Fagundes.

Fotos: Arquivo pessoal de Solonei Silva e Luiz Fernando Almeida de Paula

De volta

Bom, amigos, vou voltar a atualizar este espaço. Voltar a colocar por aqui minhas produções e projetos pessoais e alguns outros tocados na vida profissional. Ah, é claro, aqui também é lugar de falar umas bobagens. Só preciso organizar as coisas por aqui. Conto com as opiniões dos amigos e vamos sempre bater um papo.

Até breve.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Coisas que só o futebol explica

O dia era 10 de julho de 2013. Na verdade, já era 11 de julho de 2013. O horário, por volta de meia-noite e vinte. Antes disso, vamos contar toda a história.

Em campo, Atlético Mineiro e Newell's Old Boys. O jogo era no estádio Independência, onde o Galo ainda não perdeu após a reinauguração (e lá se vão 54 partidas como mandante, 38 no Horto). Após perder por 2 a 0 na ida, na Argentina, o caminho na luta pela vaga na inédita final da Libertadores foi um pouco complicado.

O fator motivacional: a mística da arena do Horto.

O início do jogo parecia confirmar que a motivação que tomou conta do torcedor alvinegro durante a semana tinha fundamento: três minutos, o genial Ronaldinho mete bola para Bernard, que não desperdiça. Dali pra frente, o bom e velho sofrimento. Jogadores lesionados, apagão dos refletores, enorme pausa. E um pouco mais de sofrimento, é claro.


Cuca comemora com o questionado Guilherme.
(Foto: Flickr do Clube Atlético Mineiro)

Após o benéfico apagão, eis que Cuca olha para seu banco de reservas e promove duas alterações (já havia colocado o atacante Luan no lugar do volante Pierre). Alecsandro e Guilherme entraram nas vagas dos incontestáveis Bernard e Tardelli. Ao contrário dos titulares, Guilherme, sim, volta e meia é muito questionado por boa parte da torcida. Defendido pelo treinador e pelo presidente do clube, teve sua chance. Dominou no peito e finalizou para o gol, quando o relógio marcava 50 minutos da etapa complementar. Gol. Teríamos pênaltis no Horto, graças a Guilherme, que poderia ter ido embora meses atrás, quando a pressão sobre ele parecia forte demais.

Alecsandro, Scocco, Guilherme (ele de novo) e Vergini guardaram as quatro primeiras cobranças. Veio Jô e... perdeu. Desespero no Horto. Mas Casco também errou o dele na sequência. Veio Richarlyson e... perdeu também! Mais aflição. Mas não é que Cruzado também desperdiçaria outro penal?

O roteiro estava escrito. A última cobrança era do R10, maior ídolo recente da história alvinegra. Ele fez. Veio o experiente e bom de bola Maxi Rodríguez pelo lado argentino. Debaixo das traves, outro ídolo recente: Victor. Não teve jeito para os argentinos. A história já estava pronta. O goleiro santo pegou mais um pênalti decisivo, assim como na fatídica partida das quartas contra o Tijuana, e colocou o Galo em sua primeira final de Libertadores.


O goleiro salvador.
(Foto: Flickr do Clube Atlético Mineiro)

E quem diria que o Atlético Mineiro, um time que tem em sua história vários momentos infelizes, de dor, onde tudo tendia a dar errado, se classificaria em duas fases consecutivas da maior competição do continente com pênaltis defendidos "na bacia das almas" em jogos muito complicados? E comandado pelo "azarado" Cuca...

E quem apostaria que o gol que devolveu o Galo ao torneio seria marcado pelo criticado Guilherme? Sem falar que Bernard, também já questionado por alguns em um (aparente) momento de despedida do clube, abriu o placar.

Coisas que só o futebol explica. Só ele e seu poder de levantar aqueles que, aparentemente, já estavam caídos.

Mas sabe o que eu não consigo mesmo entender? Como ainda existe gente que não gosta?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Jornal Lince - Edição 54

Olá, amigos. Compartilho aqui a edição 54 do Jornal Lince, produzido pela Central de Produção Jornalística da Newton Paiva, na qual sou um dos monitores e editores, junto ao meu amigo João Paulo Freitas e ao "comandante" Eustáquio Trindade Neto. O jornal trouxe na capa a repercussão dos protestos em Belo Horizonte. "Verás que um filho teu não foge à luta" foi a chamada da capa, que ainda trouxe matérias sobre a corrupção na cultura brasileira e outras mais.

Leia:

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Como sempre, o imediatismo

Torcedor de futebol é um bicho engraçado. Pra ser estudado. Ganhou, tudo ótimo, melhor do mundo. Perdeu, já era. Não presta mais. Trabalhos construídos ao longo de vários anos são jogados fora por uma simples derrota para o rival, ou uma derrota expressiva em momento decisivo.

Após a massacrante vitória do Bayern sobre o Barcelona, pela semifinal da UEFA Champions League, mais uma dose de bobagens puderam ser conferidas via redes sociais. Criaram uma página no facebook com o nome "Aposto que consigo encontrar um milhão de pessoas que preferem CR7 a Messi". Até aí, tudo bem. Eu gosto de verde, e você de azul, e nem por isso precisamos brigar. Certo?

Porém, uma foto compartilhada pela tal página, continha a frase "o gênio do Barcelona era este homem, não Messi!", escrito sobre a foto de Pep Guardiola. Que Guardiola teve papel fundamental na recente era dominante da equipe catalã, não há dúvida. Mas jogar fora tudo o que Messi fez até aqui é passar atestado de burrice.

Apesar de ter função primordial, Guardiola não fez os mais de 200 gols que o argentino tem pelo clube. Não entrou em campo, e nem tem essa função. O treinador é o comandante, mas quem joga são os jogadores. Esquecer das incríveis atuações de Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e companhia é impossível.

Ah, o tal do imediatismo apareceu novamente na seguinte situação: antes da série ser iniciada em Munique, o Bayern era só mais um coitado que tomaria mais uma traulitada do Barcelona (aliás, a TV aberta só transmitiu os jogos entre Barça e Bayern). E depois das goleadas, como fica? Muitos mudaram de lado, passaram a questionar o trabalho do time catalão e voltaram-se os olhos para a equipe bávara.

Em momentos como esse, é preciso ter calma. Não só por parte do torcedor, mas das diretorias e, no nosso caso, da imprensa, que não deixa de ser uma formadora de opinião. O exagero nas avaliações pode mandar por água abaixo bons trabalhos, que não devem ser desconsiderados apenas por um ou dois jogos ruins.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Em busca de um sonho

Aos 20 anos de idade, mineiro Cristiano Felício inicia no ano que vem a caminhada rumo ao sucesso no basquetebol americano

Publicado na edição 52 do Jornal Lince (clique e confira o jornal completo).


Foto: Fiba/Divulgação
Saindo de Pouso Alegre, passando pelo interior paulista, aparecendo em Belo Horizonte e voando para os Estados Unidos. Essa é a caminhada do jovem Cristiano Silva Felício, pivô de 2,06 metros e 20 anos de idade, que saiu do Minas Tênis Clube e arrumou suas malas. O destino? A Universidade de Oregon (EUA), com a qual assinou vínculo para disputar a próxima temporada da NCAA, liga americana universitária de basquetebol. O atleta representará o Oregon Ducks, clube da Conferência Pac 12 da primeira divisão da NCAA, na temporada 2013-2014.

Felício foi uma das gratas revelações da última temporada do Novo Basquete Brasil e viajou aos Estados Unidos em busca de um sonho: jogar na NBA, liga de basquete profissional mais importante do mundo. O jovem atleta conversou conosco no mês de novembro, quando assinou seu contrato com a universidade. Ele nos falou de sua trajetória no basquete, suas passagens anteriores por outros clubes, e o desejo inicial de chegar em território americano.

O começo

Felício teve o primeiro contato com o basquete aos 12 anos de idade, quando já chamava a atenção pela sua altura. "O professor de Educação Física me chamou para praticar o esporte, eu acabei gostando e não parei mais. Tornar-me um jogador não era meu principal objetivo no começo, mesmo porque eu não levava o basquete tão a serio", conta. As coisas mudaram quando ele foi para Jacareí, aos 15 anos. "Ali eu percebi que poderia me tornar um jogador. Desde lá eu mantive e mantenho até hoje este objetivo."

Antes de chegar ao Minas Tênis Clube, equipe onde chamou a atenção de muitos, Cristiano Felício passou por Pindamonhangaba e Jacareí, em 2006. As dificuldades impediram sua permanência na primeira cidade. "Me disseram que não poderiam ficar comigo, pois não tinham alojamento para os atletas. Como eu não tinha condições para bancar uma moradia, pensei que a estrada para mim tinha acabado ali".

Com condições melhores em Jacareí, Cristiano conseguiu passar no teste e por lá ganhou certo destaque. Em 2007, a primeira convocação para a seleção brasileira (categoria de base), onde encontrou com quem seria seu futuro treinador no Minas, Raul Togni Filho. "Depois de retornar ao paulista, estava em casa no meio do ano e recebi uma ligação do Flávio Davis para fazer um teste no Minas em 2009. Acabei ficando", revela o promissor atleta.


Com o novo contrato na mão.
(Foto: Arquivo pessoal)

Do Minas para os Estados Unidos

A passagem pelo clube da capital mineira foi muito proveitosa. "Foi incrível. O tanto que aprendi com cada técnico que tive foi uma experiência inexplicável. Desde o meu primeiro treinador, Flávio Davis, passando pelo Nestor Garcia e chegando ao Raul Togni, que sempre foi o meu técnico na categoria de base, e o Cristiano Grama, no último ano, o Minas foi essencial para tudo o que conquistei na minha vida como jogador de basquete até agora", avalia o jogador.

Após se destacar na temporada 2011/2012 do Novo Basquete Brasil, Cristiano resolveu partir para os Estados Unidos. "Posso te dizer que sempre foi um sonho e sempre busquei correr atrás dele todos os dias. Mas só comecei a pensar realmente nisso depois que acabou o meu vínculo com o Minas. Decidi que essa era a hora certa de estar vindo pra cá”.

Os próximos objetivos são claros. "A primeira meta é ir muito bem na Universidade no meu primeiro ano e no próximo para poder chegar à NBA daqui a dois ou três anos. Espero sempre seguir com a seleção brasileira. 2016 é uma outra meta que estarei trabalhando para alcançar. Representar meu país em casa será maravilhoso", completa Cristiano Felício.

Fã do ala Kevin Garnett e torcedor do Boston Celtics, o jovem já sonha com a possibilidade de jogar ao lado do ídolo. "Se isso chegar a acontecer, seria fantástico, jogar ao lado do meu ídolo e no time que sempre torci". 

Quanto vale uma vida?

"E aí aparece outro porém: as pessoas de bem não poderão ir mais aos campos de futebol?"

Publicado na página de opinião da edição 52 do Jornal Lince (clique e confira o jornal completo).


Mais uma vida perdida em um campo de futebol e a sensação de impotência da população. A notícia que chocou a todos neste mês de fevereiro foi a morte do garoto boliviano Kelvin Beltrán Estrada. O jovem de 14 anos foi atingido por um sinalizador naval atirado por “torcedores” (com todas as aspas que quiser usar) do Corinthians, presentes em Oruro (Bolívia) para o jogo entre o clube paulista e o San José, equipe local, pela Taça Libertadores. Utilizado como item de segurança em navegações, o objeto penetrou pelo olho direito e atravessou o crânio do adolescente.

Doze pessoas foram presas preventivamente pelas autoridades bolivianas e passaram por exames para comprovar a participação ou não no crime. Alguns deles foram flagrados portando outros sinalizadores do mesmo tipo. Já a punição inicial encontrada pela Conmebol, Confederação Sul-Americana de Futebol, foi retirar do Corinthians a possibilidade de receber seus torcedores nos jogos em sua casa, o Pacaembu, pela Libertadores. A decisão valeu por uma partida. Agora, a torcida corintiana não poderá comparecer aos jogos do clube longe de São Paulo. Acho válida a decisão, que pode ser encarada até como leve, pois chegou a ser levantada a possibilidade da exclusão do clube do torneio.

Várias discussões foram abertas após o fato. A maioria dos meios de comunicação, como sempre, buscam um culpado. Um problema de tamanha importância não pode ser jogado nas costas de uma única pessoa. Não foi um acidente (até porque, segundo especialistas, esse tipo de sinalizador não dispara acidentalmente). Está errado quem bancou e autorizou a viagem dos cidadãos para a Bolívia, quem vendeu o instrumento “assassino”, quem autorizou a entrada no estádio e, obviamente, o autor do disparo.

E aí aparece outro porém: as pessoas de bem não poderão ir mais aos campos de futebol? É uma questão muito ampla e qualquer crítica à difícil decisão me parece injusta. A confederação tinha que tomar alguma decisão e, a meu ver, acertou.

A conclusão tirada disso tudo é que está cada dia mais difícil manter a mesma vontade de torcer por seu clube, ir empolgado para o campo de futebol, esquecer os problemas cotidianos e fazer dos 90 minutos um momento de felicidade.

Na maioria das vezes que brasileiros vão jogar lá fora, coisas parecidas acontecem e passam impunes. Cansei-me de ver estádios depredados por torcedores locais após derrotas, descontadas nos adversários. Pedras, pedaços de madeira, pilhas e outras “coisas” foram transformadas em armas por várias oportunidades. É um absurdo o que nossos times sofrem costumeiramente nos países vizinhos, o que não é motivo para os tais “torcedores” fazerem o mesmo e não acontecer nada.

Como não é possível modificar o passado e salvar as vidas perdidas, que esse cenário mude daqui para frente. Que o poder público e a “dona” Conmebol resolvam trabalhar, para dar tranquilidade ao torcedor de verdade e proporcionar o fortalecimento e maior organização de nossa liga continental, ainda a quilômetros de distância dos grandes torneios do futebol internacional.

Na época, o Corinthians se manifestou e disse, em outras palavras, que caso não consiguisse uma decisão a seu favor, sairia da Libertadores. Que saia. A mim e ao torneio não faria falta. Lamentável a postura da imensa instituição e seus comandantes, preocupados única e exclusivamente com o prejuízo financeiro que levariam.

Chega de tragédia, amadorismo e desrespeito. Uma vida vale muito mais do que a cega paixão por futebol.

Ah, diz a Gaviões da Fiel que o autor do disparo é menor de idade. Acho que já vi esse filme antes...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Gigante esse 2012

Um ano de muito trabalho e muitas realizações. 2012 para mim foi um ano incrível.

Iniciei minha caminhada rumo à formação nos cursos de Rádio e Televisão e Comunicação Social (Jornalismo), mantive e expandi meu trabalho no Boleiros da Arquibancada e ganhei novas experiências, como as primeiras participações em programa televisivo (Rede Social Esporte Clube, da BH News TV. Agradecimento à amiga Bárbara Vasconcelos pela oportunidade).

O crescimento profissional também me deu a oportunidade de conhecer novas pessoas e ambientes, e fazer vários novos amigos.

Não tenho nada a reclamar dessa "temporada". Só a agradecer. Aos amigos, professores, familiares e àqueles que diariamente nos dão forças.

Gigante esse 2012.

Que façamos de 2013 um ano ainda melhor.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Para coroar um excelente ano

2012 foi um grande ano para o Atlético Mineiro. Depois de muito tempo, o clube brigou por objetivos sonhados pelos torcedor durante toda a temporada. Encerrou o Brasileirão como vice-campeão, conquistando a vaga direta para a Taça Libertadores da América e, de quebra, batendo o maior rival na última rodada. Melhor campanha do clube na famosa era dos pontos corridos.

Nem o mais otimista dos torcedores alvinegros imaginaria um final assim para a equipe que, apesar de ter sido campeã mineira invicta, não apresentava o futebol desejado naquela época.

Com o início do Brasileiro e, sobretudo, com a chegada de Ronaldinho Gaúcho, isso mudou. O Atlético passou a apresentar bom futebol, com eficiência nas bolas paradas, jogadas em velocidade e qualidade. A chegada de outros atletas como Jô, querendo ou não, também foi importante, tendo visto que o clube não tinha o chamado "homem de referência". Apesar de não fazer muitos gols, ele tinha o seu papel. Sempre com a dura missão de jogar de costas para os zagueiros, muitas vezes conseguia se virar. Em outras, não, esbarrando em sua própria limitação técnica, o que é normal.

O craque reencontrou seu bom futebol.
(Foto: Bruno Cantini/Atlético)

Uma das provas da evolução do Galo é que o time teve vários atletas lembrados como os melhores da temporada. Tem a melhor dupla de zaga do país, formada por Léo Silva e Réver; tem excelentes laterais, sobretudo Marcos Rocha pela direita; Victor chegou para dar tranquilidade no gol; Pierre virou o cão de guarda; Bernard se transformou na revelação do campeonato; Ronaldinho voltou a ser respeitado como o grande jogador que é.

Nesta temporada, foram apenas sete derrotas. Isso mesmo. SETE. Já são 15 meses sem perder em casa. Cuca é o primeiro técnico desde 1991 a permanecer por pelo menos um ano inteiro no comando do clube. Após o 6x1 sofrido para o Cruzeiro no último jogo da temporada passada, natural era que vários atletas fossem despedidos e, junto a eles, o treinador, como em várias outras oportunidades foi verificado não só no Atlético como em vários clubes do nosso futebol. O presidente Alexandre Kalil fez o contrário. O Galo provou que apostar em uma sequência de trabalho é um dos primeiros passos rumo ao sucesso.

A tendência é que o crescimento continue. Se o título não veio agora, provavelmente ele virá no (s) próximo (s) ano (s).

Coluna publicada também no BOLEIROS DA ARQUIBANCADA.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

"Papo de música": Pop Rock em Minas Gerais

Durante o curso de Rádio e Televisão no Centro Universitário Newton Paiva, várias produções foram feitas por nós, alunos (atualmente completando o segundo de três períodos), incluindo spots, jingles, vídeos, áudios e outras produções sobre vários temas. Muitas delas podem ser conferidas no blog da turma, o Conexão RTV.

Desta vez, a professora Fernanda Castro nos orientou na produção de um áudio sobre música mineira, tema muito prazeroso de ser abordado. Nosso grupo, formado por Dayane Dayse, Kátia Marques e Pedro Moreira, além deste que vos escreve, falou sobre o pop rock no nosso estado. Confira o trabalho abaixo:


Como você já conferiu no áudio acima, bati um papo com Gleyson Fonseca, vocalista da banda Carne Nua, daqui de Belo Horizonte. Aproveite para conferir na íntegra a conversa e conhecer um pouco mais sobre o bom trabalho.

 

Aproveite para conferir mais sobre a banda no site oficial: www.carnenua.com.br .

O clipe da música "Epílogo" acabou de sair. Confira:

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Minas nas quadras

Fim de semana marca o início das disputas no Novo Basquete Brasil e na Superliga de vôlei, torneios que têm vários representantes mineiros.

Novembro é o mês em que as principais competições de basquete e vôlei do país abrem mais uma temporada. O Novo Basquete Brasil, torneio masculino, e a Superliga de vôlei, para mulheres e homens, começam no próximo fim de semana, contando com vários representantes mineiros na disputa.

Novo Basquete Brasil

Em ascensão no país, o basquete, mais organizado sob o comando da Liga Nacional de Basquete, terá a quinta edição do NBB, o Novo Basquete Brasil. A temporada 2012/2013 contará com o maior número de equipes em relação às outras edições. Serão 18 times de vários cantos da nação em busca de um único objetivo: o topo do basquetebol brasileiro. Minas Gerais conta com dois representantes: a Icatu/Minas, de Belo Horizonte, e o Unitri/Universo, de Uberlândia.


Novas caras do Minas para 2012/2013.
(Foto: Minas TC)

Terceiro colocado em 2009 e quarto melhor time em 2010, o Minas Tênis Clube não foi bem na temporada passada. O tradicional clube da capital mineira foi o 13º colocado na primeira fase e não avançou aos playoffs. "Fizemos o melhor que podíamos dentro das possibilidades e capacidade da equipe. Jogamos de igual para igual com quase todos, mas infelizmente o perfil da equipe pela juventude e personalidade não nos fez chegar longe. Foi um grande aprendizado para todos", diz Raul Togni, técnico da Icatu/Minas.

Porém, de tudo se tira algo positivo. Bons atletas foram revelados. Nos últimos anos, nomes como o de Raulzinho, hoje no Lagun Aro, do basquetebol espanhol, e na seleção brasileira, foram mostrados. No último campeonato, quem apareceu foi o ala Bruno, que tem passagens por seleções de base e segue no elenco, e o pivô Cristiano Felício, que acertou neste mês com a Universidade de Oregon (Estados Unidos) e disputará a NCAA (liga americana de basquetebol universitário) na temporada que vem.

Junto à parceira Icatu Seguros, o Minas acertou um acordo de quatro anos, o que possibilitou a montagem de uma equipe mais forte para esta temporada e também abre possibilidades de um projeto a longo prazo. "Apesar de ser uma parceria de quatro anos, ela é reavaliada a cada ano. Assim, não sei bem ao certo o que teremos em mãos para formar a equipe na próxima temporada. Meu foco é nessa competição", afirma Raul.

"A equipe formada veio de encontro ao que estava disponível no mercado. Fiquei satisfeito. Se houvesse possibilidade, o que não há, traria outros jogadores, mas com isso os garotos não teriam nenhuma oportunidade, e a presença deles é muito importante dentro da filosofia que tentamos implantar”, completa o técnico do Minas.

Equipe mais forte do basquete mineiro na atualidade, o Unitri/Universo traz na bagagem mais um título local para entrar embalado no NBB 5. Após bater o Minas por dois jogos a zero na final do estadual 2012, o time agora comandado pelo experiente Hélio Rubens quer brigar forte pelo primeiro título do campeonato nacional. Na temporada passada, a equipe uberlandense caiu nas quartas de final, quando foi derrotado pelo Flamengo por três jogos a dois, numa série muito equilibrada.

Superliga de Vôlei


Se o basquete vem em recente crescimento, o vôlei já passa por isso há certo tempo. Tradicional celeiro do esporte, Minas Gerais conta com vários representantes nas competições feminina e masculina. Entre as mulheres, Usiminas/Minas e Banana Boat/Praia Clube estão na disputa. Já do lado masculino, Sada Cruzeiro, Vivo/Minas e Universidade Federal de Juiz de Fora buscam mais um título para Minas Gerais.

Grande favorito a mais uma conquista, o Sada Cruzeiro é a equipe mais forte no torneio para homens. Além do estadual, o time azul acabou de conquistar o título do Sul-Americano e foi vice-campeão do Mundial ao ser batido na final pelo Trentino, da Itália, atual tetracampeão. Com a conquista da Superliga 2011/2012, o Cruzeiro comprovou o sucesso da montagem e manutenção de uma equipe que, em sua maioria, já joga junta há praticamente três temporadas. Para levantar o troféu mais uma vez, o forte grupo segue junto, assim como os torcedores, que sempre lotam o Ginásio do Riacho, em Contagem, onde o clube manda seus jogos.

Sada Cruzeiro vai em busca do bicampeonato da Superliga.
(Foto: sadacruzeiro.com.br)

O Vivo/Minas busca mais uma Superliga. O Minas Tênis Clube, uma das agremiações mais tradicionais do Brasil no esporte, tem sete conquistas nacionais (três quando o torneio ainda se chamava Campeonato Brasileiro e quatro Superligas), e encerrou a temporada passada como terceiro melhor clube. Para tentar mais um caneco, o time conta com a chegada do treinador argentino Horacio Dileo e reforços de atletas como o também “hermano” Rodrigo Quiroga, além da manutenção de boa parte do elenco. Nomes como os experientes Marcelinho e Henrique, outrora integrantes da seleção brasileira, além de Lucarelli, da nova boa safra do voleibol nacional, seguem na equipe.

Mal na temporada passada, a Universidade Federal de Juiz de Fora tenta melhor desempenho em 2012/2013. O time juiz-forano é o que tem menos condições financeiras entre os mineiros, mas quer provar que tem potencial para surpreender. O elenco comandado pelo técnico Maurício Bara foi o vice-lanterna na Superliga 2011/2012.

No feminino, o Minas Tênis tem duas conquistas: uma em quando o torneio se chamava Liga Nacional (1992/1993, como L'Acqua di Fiori/Minas) e outra já na "era Superliga" (2001/2002, como MRV/Minas). Agora como Usiminas/Minas, o clube não é favorito ao título, como outras oito equipes não são. A supremacia de Osasco (Sollys/Nestlé) e Rio de Janeiro (Unilever) dura dez temporadas, com cinco conquistas para cada lado.

O outro representante mineiro na competição feminina é o Banana Boat/Praia Clube, de Uberlândia, time comandado pelo técnico Spencer Lee. Na temporada passada, o Praia foi o sexto colocado, e pretende ir além em 2012. Manteve boas peças e reforçou seu elenco com jogadoras importantes, como a ponteira cubana Herrera, ex-atleta do Minas, e a experiente central americana Danielle Scott, de 40 anos, que representa a seleção americana desde 1994.

A partir do dia 23 de novembro, os olhares dos torcedores mineiros estarão voltados para as quadras de Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia, cidades onde o Novo Basquete Brasil e a Superliga de Vôlei serão realizados. Vamos torcer!

No Boleiros da Arquibancada você confere as tabelas de jogos e as classificações das duas competições em páginas especiais. Acesse aí: http://boleirosdaarquibancada.com/ .

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Coluna: Menos paixão, por favor

Coluna publicada no Boleiros da Arquibancada.

O Cruzeiro Esporte Clube passa por um momento turbulento nos bastidores, o que é refletido dentro das quatro linhas. Algumas posturas da fraca diretoria, muitas vezes omissa, faz com que surja a revolta dos torcedores. Enquanto isso, o trabalho questionável do treinador Celso Roth prossigue. Por essa série de fatores, são totalmente aceitáveis as reclamações por parte da torcida. O que não é aceitável é a paixão sobrepondo a razão.

Marcelo em sua passagem anterior pelo Atlético.
(Foto: Euler Júnior/Estado de Minas/Arquivo)

Como já é claro e evidente que Roth não seguirá no comando do time azul, Marcelo Oliveira, que pediu pra sair do Vasco na última semana, surge como ótimo nome para assumir o cargo. Porém, "meia dúzia" de torcedores, que fizeram barulho, não concordam com a possível chegada do bom treinador. E o único motivo que vejo para essa rejeição é o fato de Marcelo ter uma história escrita no Atlético Mineiro, como atleta e treinador.

Marcelo já provou ser um grande treinador em seu belo trabalho no Coritiba, onde comandou um time sem estrelas que surpreendeu a muitos. Ele já mostrou que sabe trabalhar com poucos recursos, situação que seria encontrada na Raposa. Marcelo, com boa experiência em categorias de base (foi por muitos anos o treinador na base do Galo), encontraria no Cruzeiro vários bons garotos que merecem chance.

Parece que o barulho feito pela manifestação de alguns torcedores do Cruzeiro, que chegaram a pedir a saída imediata do atual treinador, pode fazer com que a diretoria do time não prossiga com as negociações, que já estavam avançadas. Enquanto isso, nomes como os já rodados Luxemburgo (que pode sair do Grêmio) e Felipão seguem no mercado. Seriam as melhores opções?

Eu sigo preferindo Marcelo.

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