quinta-feira, 2 de maio de 2013
Como sempre, o imediatismo
Após a massacrante vitória do Bayern sobre o Barcelona, pela semifinal da UEFA Champions League, mais uma dose de bobagens puderam ser conferidas via redes sociais. Criaram uma página no facebook com o nome "Aposto que consigo encontrar um milhão de pessoas que preferem CR7 a Messi". Até aí, tudo bem. Eu gosto de verde, e você de azul, e nem por isso precisamos brigar. Certo?
Porém, uma foto compartilhada pela tal página, continha a frase "o gênio do Barcelona era este homem, não Messi!", escrito sobre a foto de Pep Guardiola. Que Guardiola teve papel fundamental na recente era dominante da equipe catalã, não há dúvida. Mas jogar fora tudo o que Messi fez até aqui é passar atestado de burrice.
Apesar de ter função primordial, Guardiola não fez os mais de 200 gols que o argentino tem pelo clube. Não entrou em campo, e nem tem essa função. O treinador é o comandante, mas quem joga são os jogadores. Esquecer das incríveis atuações de Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e companhia é impossível.
Ah, o tal do imediatismo apareceu novamente na seguinte situação: antes da série ser iniciada em Munique, o Bayern era só mais um coitado que tomaria mais uma traulitada do Barcelona (aliás, a TV aberta só transmitiu os jogos entre Barça e Bayern). E depois das goleadas, como fica? Muitos mudaram de lado, passaram a questionar o trabalho do time catalão e voltaram-se os olhos para a equipe bávara.
Em momentos como esse, é preciso ter calma. Não só por parte do torcedor, mas das diretorias e, no nosso caso, da imprensa, que não deixa de ser uma formadora de opinião. O exagero nas avaliações pode mandar por água abaixo bons trabalhos, que não devem ser desconsiderados apenas por um ou dois jogos ruins.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Duas maneiras de se ganhar um jogo
Didier Drogba é um exemplo claríssimo dos fatores que levaram o time à vitória. Ver uma estrela renomada como o marfinense se entregar pelo time como hoje, em alguns momentos atuando como lateral, é algo marcante. Postura totalmente diferente de outro jogador também muito experiente desta equipe inglesa. O Chelsea perdeu seu capitão John Terry, expulso ao agredir o atacante Aléxis Sanchez com uma joelhada nas costas. A falta de comprometimento com o grupo é que nos faz pensar qual a importância de um atleta assim. Antes disso, o Chelsea já havia perdido o zagueiro Cahill, lesionado. A expulsão de Terry poderia comprometer tudo o que foi planejado para a partida.
Também no jogo de hoje, o Chelsea recebeu a confirmação de ter gasto bem os 50 milhões de Libras investidos em Fernando Torres (risos). O atacante espanhol teve estrela, ao substituir o exausto Drogba e, após pressão absurda do Barcelona em busca de seu gol, receber a bola e matar o jogo num contragolpe mortal aos 92 minutos de partida. Esse é o futebol, amigos.
Se existe a oportunidade de haver alguma contestação sobre a qualidade técnica desta equipe do Chelsea, não se pode dizer que esse time não merece. Não existe resultado injusto. Ou melhor, existe sim, quando o árbitro se equivoca e dá um gol em impedimento, ou uma expulsão muda o rumo da partida, ou vários casos que podemos citar. Nesse caso, não. O Chelsea jogou dentro das suas limitações, e merece sim estar na final do torneio interclubes mais importante do nosso futebol, esse esporte incrível.
É importante deixar claro que a superioridade do Barcelona é incontestável. Não é uma derrota que faz esse time deixar de ser o melhor do mundo na atualidade. Messi, por ter jogado mal a partida de hoje e desperdiçado uma penalidade quando o Barcelona vencia por 2 a 1, não deixou de ser um "monstro" dentro das quatro linhas. O Barcelona segue sendo o Barcelona, e derrotas são naturais onde se tem do outro lado uma equipe que também luta pelo mesmo objetivo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
"Ai, se eu te piso"
terça-feira, 26 de julho de 2011
Inter peca nas penalidades e está fora da final da Copa Audi
Foto: AP
O Barcelona vinha com uma equipe mista, formada por poucos titulares e alguns do time B, o que não quer dizer que o padrão de jogo seria diferente. Aos 14 minutos, veio uma prova disso, numa jogada ensaiada. Iniesta cobrou a falta curta, Keita rolou de primeira e deixou o brasileiro Thiago Alcãntara livre, sem marcação, na cara de Muriel que só teve o trabalho de deslocar o goleiro. 1 a 0 para o Barça.
Os catalães seguiram pressionando e dois minutos depois, aos 16, Afellay pegou o rebote na ponta esquerda e mandou uma bomba na trave. Depois disso, a equipe diminuiu um pouco o ritmo mas, quando chegava, chegava com perigo. Aos 26, Afellay chegou novamente fazendo bagunça pela esquerda e finalizando com perigo. Muriel trabalhou bastante nesse primeiro tempo.
O Internacional mantinha um esquema com muitos meio-campistas e insistia muito na ligação direta entre defesa e ataque. Damião estava muito isolado e pouco participava da partida. Apesar disso, o centroavante colorado levava vantagem contra os zagueiros espanhóis improvisados, quando acionado. Os gaúchos se perdiam na marcação sob pressão e no toque de bola do Barcelona.
O colorado veio pro jogo na segunda etapa, mudando um pouco o esquema tático com a entrada de Ricardo Goulart no lugar de Élton. Saiu do 4-3-2-1 para o 4-2-3-1.
No segundo tempo, o Inter foi quem começou assustando. Novamente em uma jogada de ligação direta, Leandro Damião ganhou mais uma, colocou na frente e finalizou para a defesa de Pinto, que havia entrado na segunda etapa.
E numa bola esticada, aos 9 minutos, Damião brigou com o goleiro Pinto e a bola sobrou para Nei empurrar para o gol vazio. 1 a 1.
Logo depois, quase o Inter empatou num lance de sorte. Andrezinho levou a bola à linha de fundo e tentou cruzar. A bola pegou na trave e saiu.
Mas quem conhece o Barcelona sabe que não se pode perder a atenção em um instante sequer. Bola na intermediária ofensiva do Barça, Jeffren recebeu a bola e colocou Jonathan dos Santos na cara do gol. Bolívar não marcou e Moledo deu condições. Jonathan teve calma para concluir e marcou o segundo gol do Barcelona. 2 a 1.
O Barcelona mudou toda sua equipe ao decorrer da etapa. Sendo assim, a equipe era formada por jogadores da equipe C, reforçada por Villa, Pedro e Abidal.
Damião prosseguia brigando com os zagueiros e ganhando todas. Quase marcou um golaço aos 39, quando Pinto tentou dribilar, deu um passe para o ataque colorado e Damião finalizou forte, por cobertura. Abidal salvou e mandou para escanteio. Escanteio que foi cobrado na esquerda e o camisa 9 do colorado subiu para cabecear pras redes. 2 a 2. Ele já merecia esse gol.
Jogo sem acréscimos e a partida foi definida nas penalidades.
Cobranças:
1ºB: David Villa foi para a primeira cobrança e guardou. 1x0.
1ºI: Kléber bateu o primeiro do colorado e empatou a sequência. 1x1.
2ºB: Jonathan dos Santos também marcou para o Barça. 2x1.
2ºI: Leandro Damião soltou a bomba e isolou. 2x1.
3ºB: Carmona marcou o terceiro e ampliou a vantagem. 3x1.
3ºI: João Paulo bateu forte, no meio do gol e fez. 3x2.
4ºB: Jeffren bateu mal e Muriel fez a defesa. Segue 3x2.
4ºI: A chance para o empate veio nos pés de Zé Mário que também isolou.
5ºB: A última cobrança foi de Armando que marcou. 4x2.
O Barcelona está na final da Copa Audi 2011 e enfrenta Bayern de Munique ou Milan, que se enfrentam na outra partida do torneio.

