quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Retrospectiva Olímpica
Assim que foi encerrada a edição 2012 dos Jogos Olímpicos, iniciamos a "Retrospectiva Olímpica" na Rádio B.A. do Boleiros da Arquibancada, abordando temas variados de destaque na Olimpíada. Abaixo, confira algumas das matérias que foram ao ar por lá e aproveite para opinar.
terça-feira, 10 de julho de 2012
"The Express"
De volta a este espaço, amigos, depois de certo tempo. Volto com a indicação de um filme. Uma bela história relacionada ao esporte.
A história de Ernest (Ernie) Davis é retratada no filme "No limite - A história de Ernie Davis", ou "The Express", em inglês, filme da Universal Pictures baseado na biografia "Ernie Davis: The Elmira Express", livro de Robert C. Gallagher.
No filme, Rob Brown é Ernie Davis, um jovem atleta de futebol americano, primeiro negro nascido nos Estados Unidos a vencer o Prêmio Heisman (dado ao melhor jogador da temporada do futebol americano universitário).
Ele saiu do Elmira College e chegou ao time da Universidade de Syracuse (Orangemen), onde foi comandado pelo técnico Bem Schwatzwalter, interpretado no filme por Dennis Quaid, e, na função de running back, ajudou seu time a se manter invicto na temporada.
No meio dessa história toda, passada no fim da década de 1950 e início da década de 1960, Ernie teve que superar insultos e imposições racistas para chegar onde chegou. E ele atingiu um de seus objetivos: ser selecionado para o Cleveland Browns, como a primeira escolha do draft da National Football League (NFL), em 1962.
Porém, Ernie não chegaria a atingir seu sonho: jogar na NFL. Ele não disputou uma partida sequer como profissional, pois foi diagnosticado com leucemia, vindo a morrer no ano de 1963.
"Algumas pessoas dizem que eu sou azarado. Eu não acredito nisso. E eu não quero soar como se eu fosse particularmente corajoso ou incomum. Às vezes eu fico pra baixo, e às vezes eu sinto pena de mim mesmo. Ninguém é apenas uma coisa o tempo todo. Mas quando eu olho para trás eu não posso me chamar de azarado. Meu aniversário de 23 anos foi em 14 de dezembro. Nesses anos eu tive mais do que a maioria das pessoas em uma vida."
Quando recebeu a notícia sobre a doença, Davis disse: "Ou você luta ou você desiste. Por um tempo eu estive tão desanimado que eu só iria ficar deitado lá, nem mesmo querendo me mover. Um dia, decidi que iria enfrentar o que eu tinha e tentar vencer.""Algumas pessoas dizem que eu sou azarado. Eu não acredito nisso. E eu não quero soar como se eu fosse particularmente corajoso ou incomum. Às vezes eu fico pra baixo, e às vezes eu sinto pena de mim mesmo. Ninguém é apenas uma coisa o tempo todo. Mas quando eu olho para trás eu não posso me chamar de azarado. Meu aniversário de 23 anos foi em 14 de dezembro. Nesses anos eu tive mais do que a maioria das pessoas em uma vida."
Trailer do filme:
Ernie Davis, um grande exemplo, reconhecido também pelo então presidente John F. Kennedy, que apertou sua mão na cerimônia de entrega do prêmio e enviaria um telegrama a Elmira, na data da celebração dos "feitos" conseguidos por ele, o saudando. Vale a pena assistir ao filme dirigido por Gary Fleder e ler mais sobre Ernest Davis.
O esporte nos proporciona histórias emocionantes como essa.
O esporte nos proporciona histórias emocionantes como essa.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Duas maneiras de se ganhar um jogo
Beleza na maneira de atuar ganha jogo. Tática ganha jogo. Técnica e posse de bola, também. Filosofia ganha (e como ganha) jogo. Mas num esporte tão imprevisível e fantástico como é o futebol também há outra maneira de se derrotar um adversário.
Premiados pelo empenho.
(Foto: Getty Images)
Didier Drogba é um exemplo claríssimo dos fatores que levaram o time à vitória. Ver uma estrela renomada como o marfinense se entregar pelo time como hoje, em alguns momentos atuando como lateral, é algo marcante. Postura totalmente diferente de outro jogador também muito experiente desta equipe inglesa. O Chelsea perdeu seu capitão John Terry, expulso ao agredir o atacante Aléxis Sanchez com uma joelhada nas costas. A falta de comprometimento com o grupo é que nos faz pensar qual a importância de um atleta assim. Antes disso, o Chelsea já havia perdido o zagueiro Cahill, lesionado. A expulsão de Terry poderia comprometer tudo o que foi planejado para a partida.
Também no jogo de hoje, o Chelsea recebeu a confirmação de ter gasto bem os 50 milhões de Libras investidos em Fernando Torres (risos). O atacante espanhol teve estrela, ao substituir o exausto Drogba e, após pressão absurda do Barcelona em busca de seu gol, receber a bola e matar o jogo num contragolpe mortal aos 92 minutos de partida. Esse é o futebol, amigos.
Se existe a oportunidade de haver alguma contestação sobre a qualidade técnica desta equipe do Chelsea, não se pode dizer que esse time não merece. Não existe resultado injusto. Ou melhor, existe sim, quando o árbitro se equivoca e dá um gol em impedimento, ou uma expulsão muda o rumo da partida, ou vários casos que podemos citar. Nesse caso, não. O Chelsea jogou dentro das suas limitações, e merece sim estar na final do torneio interclubes mais importante do nosso futebol, esse esporte incrível.
É importante deixar claro que a superioridade do Barcelona é incontestável. Não é uma derrota que faz esse time deixar de ser o melhor do mundo na atualidade. Messi, por ter jogado mal a partida de hoje e desperdiçado uma penalidade quando o Barcelona vencia por 2 a 1, não deixou de ser um "monstro" dentro das quatro linhas. O Barcelona segue sendo o Barcelona, e derrotas são naturais onde se tem do outro lado uma equipe que também luta pelo mesmo objetivo.
sábado, 31 de março de 2012
Igualdade que engrandece a competição
A atual temporada da Superliga Masculina de Vôlei vem sendo simplesmente espetacular. Não só agora nessa fase final, mas desde o seu início. Grandes jogos, equilíbrio, e muitas equipes de altíssimo nível. Alguns chegam a apontar essa Superliga 11/12 como a melhor de todos os tempos, e sou obrigado a concordar. Não me recordo de uma competição (em qualquer esporte que seja) tão equilibrada como essa.
O que dizer dessa fase quartas de final? Na semana passada, a primeira prova do equilíbrio. O RJX, apesar de ser um time que conta com muitos jogadores de seleção brasileira, e outros com qualidade para serem chamados, fez uma primeira fase irregular. O time comandado pelo técnico Marcos Miranda encerrou a primeira fase em sétimo lugar, com 34 pontos conquistados em 12 vitórias e 10 derrotas. Se pegarmos a base titular dessa equipe (Marlon, Théo, Luiz Felipe Chupita, Dante, Riad e Lucão, além do líbero Alan), não entendemos o porquê de uma fase classificatória cheia de derrotas. Pois bem, o RJX chegou às quartas para encarar o SESI-SP, atual campeão, que encerrou a primeira fase na segunda posição. O RJX comprovou a força do elenco e venceu as duas partidas, ambas por 3 sets a 2, a primeira no ginásio da Vila Leopoldina, e a segunda no Maracanãzinho.
Neste sábado, a outra demonstração de paridade entre as equipes. E uma prova maior ainda, já que nesse primeiro exemplo, o RJX, mesmo tendo feito uma primeira fase abaixo do esperado, tem uma equipe capaz de vencer qualquer partida. Retomando, hoje, Sada Cruzeiro, primeiro da fase classificatória, e BMG/São Bernardo, o oitavo, fizeram a terceira partida das quartas de final. Só de haver a necessidade da disputa de três jogos, já é algo a se destacar. O Cruzeiro, time que apresentou melhor voleibol na primeira fase, chegava como amplo favorito na disputa contra a equipe de São Bernardo do Campo, que resolveu surpreender. No primeiro jogo, Cruzeiro 3 a 0, com tranquilidade. No segundo duelo, São Bernardo fez 3 a 1 em casa e igualou a disputa. No terceiro jogo (e que jogo!), o São Bernardo esteve à frente, mas o Cruzeiro se recuperou e venceu por 3 sets a 2, se garantindo na semifinal. Pra se ter uma ideia do quão equilibrado foi o jogo, o terceiro set terminou com placar de 36/34 para o São Bernardo, equipe que está de parabéns pela fase final que fez.
Falando em igualdade, Cimed/Sky, o Florianópolis, e Vivo/Minas, maiores campeões da Superliga Masculina, também duelaram nessa fase quartas de final. E fizeram três partidas espetaculares, todas com placar final de 3 sets a 2. Por ter terminado a fase classificatória à frente, o time da Cimed teve a vantagem de fazer dois jogos em casa, mas não adiantou. Cimed venceu o primeiro jogo em casa, perdeu o segundo fora e, na noite de ontem, novamente em Florianópolis, deu Minas, o time do tie-break, que jogou 12 jogos nessas condições na temporada e venceu 9 vezes. Prêmio para um gigante chamado Marcelo Fronckowiak, treinador do Minas, e para o grupo espetacular formado pelo Minas Tênis Clube que, dentre as principais equipes, era a que muitos taxaram como azarão. A prova está aí.
As semifinais já estão definidas. De um lado, o Vôlei Futuro, que fez 2 a 0 contra o Medley/Campinas nas quartas, vai encarar o RJX. Do outro lado, Cruzeiro e Minas fazem o clássico.
Preparem-se para fortes emoções, porque essa Superliga ainda vai pegar fogo.
O que dizer dessa fase quartas de final? Na semana passada, a primeira prova do equilíbrio. O RJX, apesar de ser um time que conta com muitos jogadores de seleção brasileira, e outros com qualidade para serem chamados, fez uma primeira fase irregular. O time comandado pelo técnico Marcos Miranda encerrou a primeira fase em sétimo lugar, com 34 pontos conquistados em 12 vitórias e 10 derrotas. Se pegarmos a base titular dessa equipe (Marlon, Théo, Luiz Felipe Chupita, Dante, Riad e Lucão, além do líbero Alan), não entendemos o porquê de uma fase classificatória cheia de derrotas. Pois bem, o RJX chegou às quartas para encarar o SESI-SP, atual campeão, que encerrou a primeira fase na segunda posição. O RJX comprovou a força do elenco e venceu as duas partidas, ambas por 3 sets a 2, a primeira no ginásio da Vila Leopoldina, e a segunda no Maracanãzinho.
Neste sábado, a outra demonstração de paridade entre as equipes. E uma prova maior ainda, já que nesse primeiro exemplo, o RJX, mesmo tendo feito uma primeira fase abaixo do esperado, tem uma equipe capaz de vencer qualquer partida. Retomando, hoje, Sada Cruzeiro, primeiro da fase classificatória, e BMG/São Bernardo, o oitavo, fizeram a terceira partida das quartas de final. Só de haver a necessidade da disputa de três jogos, já é algo a se destacar. O Cruzeiro, time que apresentou melhor voleibol na primeira fase, chegava como amplo favorito na disputa contra a equipe de São Bernardo do Campo, que resolveu surpreender. No primeiro jogo, Cruzeiro 3 a 0, com tranquilidade. No segundo duelo, São Bernardo fez 3 a 1 em casa e igualou a disputa. No terceiro jogo (e que jogo!), o São Bernardo esteve à frente, mas o Cruzeiro se recuperou e venceu por 3 sets a 2, se garantindo na semifinal. Pra se ter uma ideia do quão equilibrado foi o jogo, o terceiro set terminou com placar de 36/34 para o São Bernardo, equipe que está de parabéns pela fase final que fez.
Falando em igualdade, Cimed/Sky, o Florianópolis, e Vivo/Minas, maiores campeões da Superliga Masculina, também duelaram nessa fase quartas de final. E fizeram três partidas espetaculares, todas com placar final de 3 sets a 2. Por ter terminado a fase classificatória à frente, o time da Cimed teve a vantagem de fazer dois jogos em casa, mas não adiantou. Cimed venceu o primeiro jogo em casa, perdeu o segundo fora e, na noite de ontem, novamente em Florianópolis, deu Minas, o time do tie-break, que jogou 12 jogos nessas condições na temporada e venceu 9 vezes. Prêmio para um gigante chamado Marcelo Fronckowiak, treinador do Minas, e para o grupo espetacular formado pelo Minas Tênis Clube que, dentre as principais equipes, era a que muitos taxaram como azarão. A prova está aí.
As semifinais já estão definidas. De um lado, o Vôlei Futuro, que fez 2 a 0 contra o Medley/Campinas nas quartas, vai encarar o RJX. Do outro lado, Cruzeiro e Minas fazem o clássico.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Renunciou, mas não acabaram os problemas
Após passar 23 anos no comando, Ricardo Teixeira deixa a presidência da CBF.
(Foto: Arquivo)
Ricardo Teixeira entregou, nesta segunda-feira (12), uma carta anunciando a sua retirada do comando da Confederação Brasileira de Futebol e também do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Dessa forma, quem assume o comando dos dois órgãos é José Maria Marin, atual vice-presidente mais velho da CBF.
Teixeira, que era o Presidente da CBF desde o dia 16 de Janeiro de 1989, pediu licença médica de 60 dias do cargo na semana passada, atitude que parecia e se confirmou apenas como uma jogada estratégica. Fora do país, Ricardo Teixeira nem deu as caras nesta segunda.
As perguntas que ficam no ar são: Será mesmo o fim de uma ditadura na entidade máxima do nosso futebol ou apenas uma troca de comando com os mesmos interesses? José Maria Marin, aquele mesmo, político, ex-vereador, deputado, vice-governador e governador de São Paulo ainda na época da Ditadura e foi flagrado pegando uma medalha na cerimônia de premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, é quem assume o comando. Será mesmo essa a grande solução para a CBF? Só o tempo dirá mas, de fato, para que as coisas melhorem, precisaremos de outra troca. Mesmo assim, o otimismo agora, pelo menos, é existente.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O ouro olímpico não é importante?
Na manhã de ontem (terça, 14), o técnico Mano Menezes anunciou os convocados para mais um amistoso da seleção de Ricardo Teixeira, contra a Bósnia, na Suíça (risos). Pois bem, deixemos esse fato comum de lado para nos ater a um fato. Dos 23 convocados, apenas 8 têm idade olímpica. São eles: Rafael, Alex Sandro, Danilo, Sandro, Paulo Henrique Ganso, Lucas, Leandro Damião e Neymar. Já não teria passado a hora de se ter em mente a equipe que vai para os Jogos Olímpicos e prepará-la para a disputa?
Mano, na coletiva de ontem.
(Foto: Antonio Lacerda / EFE)
Estamos a apenas cinco meses do início dos Jogos Olímpicos de Londres e, até hoje, o Brasil não tem uma noção de qual será a seleção olímpica. Não sabe quem vai, não sabe se vai levar jogadores acima dos 23 anos, não sabe nada. E não sabe porque não quer saber. Ontem na entrevista coletiva após a convocação para o amistoso de daqui a duas semanas, o técnico Mano Menezes disse, em outras palavras, que ainda é cedo para se pensar na equipe olímpica."Vamos intensificar esta preparação em maio e junho". Assim não dá.
O grande problema é que a disputa do ouro olímpico não é encarada como importante pelos comandantes do futebol do Brasil. Se assim o fosse, a base já estaria pronta, a equipe reunida e se preparando para os jogos que vem aí.
Não estou dizendo que o Brasil não vai ganhar, mas precisa de um pouco mais de interesse. Desse jeito, o sonho do ouro olímpico ficará para o Rio de Janeiro, em 2016.
Abraço,
João Vitor Cirilo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
É impressionante como as coisas são feitas em nosso país
Realmente é impressionante como as coisas são feitas no Brasil.
Há alguns meses atrás, falei em nosso programa na "Rádio B.A." do Boleiros da Arquibancada sobre o alto valor que, provavelmente, os clubes mineiros teriam que desembolsar se quisessem jogar no Mineirão, devido à privatização do estádio. Pois bem. Ontem à noite surge a noticia de que o Atlético Mineiro negocia (ou já negociou, pelo visto) a exclusividade do estádio Independência (foto), que está tendo suas obras concluídas. Obras essas que foram realizadas com dinheiro público. Esse é um ponto.
Como tudo em 'nosso' país, os estádios para a Copa do Mundo estão sendo feitos com dinheiro público, em quase sua totalidade. A discussão se é legal ou não já rendeu bastante e ficou por isso mesmo. Agora, surge outro ponto. Se o estádio é feito com dinheiro público, ele deveria ser de quem? Do Estado, ora bolas. Meu, de você que lê esse blog, ou de qualquer outro cidadão que contribuiu para a construção dos mesmos. Mas, no Brasil, não. Aqui o governo investe o dinheiro público (que nunca é pequeno), arca com as despesas e, sem mais nem menos, repassa o estádio para uma empresa da iniciativa privada, que fica com grande parte dos lucros por um período longo e negocia a participação de outros, no caso, os clubes, com quem quiser. É como se você construísse uma coisa qualquer e cedesse ao seu vizinho (ou ao seu colega, sei lá), de presente. É uma aberração. Se não é lucrativo a quem construiu, qual o objetivo de repassar o estádio para essas empresas?
Essa história de o Atlético ter exclusividade no Independência se deve a isso. A BWA (empresa responsável por venda de ingressos) terá 45% dos lucros, assim como o Atlético, que fechou o contrato com a mesma para que mande suas partidas lá. Naturalmente, sabemos que a média de público do Atlético é maior em relação aos outros clubes e, talvez seja esse o objetivo da BWA em fechar com o Galo. O Atlético, como não é bobo, negociou com a empresa e pode lucrar com isso, pois vai poder fazer o projeto de sócio torcedor com valores abusivos de ingresso, provavelmente. É bom deixar claro que eu não disse aqui que o Atlético está certo. Não está mesmo. O clube será outro que vai lucrar nas costas do estado. Mas o que me assusta é como esse tipo de ação é promovida com naturalidade em nosso país. A empresa da iniciativa privada não retirou uma moeda do bolso e, sem mais nem menos, fica com o lucro de quase metade do estádio. As empresas é que convidarão X ou Y para jogar num estádio que passará a ser dela! Não, isso está errado. Aqui em Minas, por exemplo, o governo ficaria com apenas 5% dos lucros. O América, clube que arrendou o estádio anteriormente, terá os outros 5%.
Privatização de coisa púbica. Se é ilegal, eu não sei. Mas que é imoral, ah, isso é.
Foto: Sylvio Coutinho / Divulgação
Há alguns meses atrás, falei em nosso programa na "Rádio B.A." do Boleiros da Arquibancada sobre o alto valor que, provavelmente, os clubes mineiros teriam que desembolsar se quisessem jogar no Mineirão, devido à privatização do estádio. Pois bem. Ontem à noite surge a noticia de que o Atlético Mineiro negocia (ou já negociou, pelo visto) a exclusividade do estádio Independência (foto), que está tendo suas obras concluídas. Obras essas que foram realizadas com dinheiro público. Esse é um ponto.Como tudo em 'nosso' país, os estádios para a Copa do Mundo estão sendo feitos com dinheiro público, em quase sua totalidade. A discussão se é legal ou não já rendeu bastante e ficou por isso mesmo. Agora, surge outro ponto. Se o estádio é feito com dinheiro público, ele deveria ser de quem? Do Estado, ora bolas. Meu, de você que lê esse blog, ou de qualquer outro cidadão que contribuiu para a construção dos mesmos. Mas, no Brasil, não. Aqui o governo investe o dinheiro público (que nunca é pequeno), arca com as despesas e, sem mais nem menos, repassa o estádio para uma empresa da iniciativa privada, que fica com grande parte dos lucros por um período longo e negocia a participação de outros, no caso, os clubes, com quem quiser. É como se você construísse uma coisa qualquer e cedesse ao seu vizinho (ou ao seu colega, sei lá), de presente. É uma aberração. Se não é lucrativo a quem construiu, qual o objetivo de repassar o estádio para essas empresas?
Essa história de o Atlético ter exclusividade no Independência se deve a isso. A BWA (empresa responsável por venda de ingressos) terá 45% dos lucros, assim como o Atlético, que fechou o contrato com a mesma para que mande suas partidas lá. Naturalmente, sabemos que a média de público do Atlético é maior em relação aos outros clubes e, talvez seja esse o objetivo da BWA em fechar com o Galo. O Atlético, como não é bobo, negociou com a empresa e pode lucrar com isso, pois vai poder fazer o projeto de sócio torcedor com valores abusivos de ingresso, provavelmente. É bom deixar claro que eu não disse aqui que o Atlético está certo. Não está mesmo. O clube será outro que vai lucrar nas costas do estado. Mas o que me assusta é como esse tipo de ação é promovida com naturalidade em nosso país. A empresa da iniciativa privada não retirou uma moeda do bolso e, sem mais nem menos, fica com o lucro de quase metade do estádio. As empresas é que convidarão X ou Y para jogar num estádio que passará a ser dela! Não, isso está errado. Aqui em Minas, por exemplo, o governo ficaria com apenas 5% dos lucros. O América, clube que arrendou o estádio anteriormente, terá os outros 5%.
Privatização de coisa púbica. Se é ilegal, eu não sei. Mas que é imoral, ah, isso é.
Foto: Sylvio Coutinho / Divulgação
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
"Ai, se eu te piso"
E a história do pisão de Pepe em Messi ainda rende. Assistindo ao Sportscenter com Paulo Amigão e Antero Greco na ESPN na noite de ontem, descobri a figura de Fermí Fernández.
Caracterizado de Pepe, ele canta "Ai, se eu te piso", numa versão da música de Michel Teló direcionada a Messi e Fábregas. Espetacular. Assista:
Melhor é a aparição de Mourinho após a música. haha
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Dica musical do dia
Olá, amigos! Estava há muito sem passar por aqui. Aproveito para desejar um Feliz 2012 a todos vocês. Nesse novo ano atualizarei com maior frequência esse espaço (pelo menos pretendo).
Bom, nesse primeiro post do ano, vou postar a segunda matéria do quadro que estreei há pouco tempo, o "Dica musical do dia". Já que na primeira oportunidade postei sobre o bom rock dos Paralamas do Sucesso, vamos mudar um pouco o rumo das coisas. Vamos pro bom e velho samba.
Um dos álbuns que não sai da minha playlist é o "Cidade do Samba", de 2007. Há um ano atrás meu amigo Bruno Santana, daqui de BH, me apresentou esse CD e disse: "João, você vai gostar". Gostei mesmo. E esse é um álbum tão legal porque mistura artistas de várias ceitas musicais, todos cantando samba.
Vou citar todos, aleatoriamente, à medida em que me lembrar: Zeca Pagodinho (idealizador do projeto), Martinho da Vila, Gilberto Gil, Marjorie Estiano, Lenine, Zélia Duncan, Gabriel O Pensador, Fundo de Quintal, Marcelo D2, Pitty, Luiz Melodia, Seu Jorge, Erasmo Carlos, Nando Reis, João Bosco, Daniela Mercury, Ivan Lins, Mariana Aydar, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Sombrinha, Grupo Revelação, Ivete Sangalo, Dudu Nobre, Chorão, Jair Rodrigues, Cláudia Leitte, Alcione, Elton Medeiros, Arlindo Cruz, Sandra de Sá, Roberto Silva, Roberta Sá, Nelson Sargento, Teresa Cristina, Dona Ivone Lara, Nilze Carvalho, Walter Alfaiate, Negra Li, Almir Guineto, Dorina, Vanessa da Mata, Monarco e Velha Guarda da Portela.
E o mais legal, além de ter todos esses grandes artistas, é a mistura entre eles. As músicas são cantadas em duetos (com exceção de uma das músicas, a qual citaremos a seguir). Uma mistura de estilos cantando samba.
Vou parar de falar e colocar um pouco de música pra vocês ouvirem também do que falo. Vou disponibilizar três que gosto mais. A faixa a qual me referi no parágrafo anterior, é essa que vem abaixo. "Onde a dor não tem razão", dos gigantes Paulinho da Viola e Elton Medeiros (que também está nesse CD/DVD), interpretada brilhantemente pelo mestre Monarco, Vanessa da Mata e pela eterna Velha Guarda da Portela. Uma pérola. Assistam:
Bom, nesse primeiro post do ano, vou postar a segunda matéria do quadro que estreei há pouco tempo, o "Dica musical do dia". Já que na primeira oportunidade postei sobre o bom rock dos Paralamas do Sucesso, vamos mudar um pouco o rumo das coisas. Vamos pro bom e velho samba.
Um dos álbuns que não sai da minha playlist é o "Cidade do Samba", de 2007. Há um ano atrás meu amigo Bruno Santana, daqui de BH, me apresentou esse CD e disse: "João, você vai gostar". Gostei mesmo. E esse é um álbum tão legal porque mistura artistas de várias ceitas musicais, todos cantando samba.
Vou citar todos, aleatoriamente, à medida em que me lembrar: Zeca Pagodinho (idealizador do projeto), Martinho da Vila, Gilberto Gil, Marjorie Estiano, Lenine, Zélia Duncan, Gabriel O Pensador, Fundo de Quintal, Marcelo D2, Pitty, Luiz Melodia, Seu Jorge, Erasmo Carlos, Nando Reis, João Bosco, Daniela Mercury, Ivan Lins, Mariana Aydar, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Sombrinha, Grupo Revelação, Ivete Sangalo, Dudu Nobre, Chorão, Jair Rodrigues, Cláudia Leitte, Alcione, Elton Medeiros, Arlindo Cruz, Sandra de Sá, Roberto Silva, Roberta Sá, Nelson Sargento, Teresa Cristina, Dona Ivone Lara, Nilze Carvalho, Walter Alfaiate, Negra Li, Almir Guineto, Dorina, Vanessa da Mata, Monarco e Velha Guarda da Portela.
E o mais legal, além de ter todos esses grandes artistas, é a mistura entre eles. As músicas são cantadas em duetos (com exceção de uma das músicas, a qual citaremos a seguir). Uma mistura de estilos cantando samba.
Vou parar de falar e colocar um pouco de música pra vocês ouvirem também do que falo. Vou disponibilizar três que gosto mais. A faixa a qual me referi no parágrafo anterior, é essa que vem abaixo. "Onde a dor não tem razão", dos gigantes Paulinho da Viola e Elton Medeiros (que também está nesse CD/DVD), interpretada brilhantemente pelo mestre Monarco, Vanessa da Mata e pela eterna Velha Guarda da Portela. Uma pérola. Assistam:
Outra que gosto bastante é "Chiclete com Banana", com Gilberto Gil e Marjorie Estiano. Gil é um gênio da música popular, tenho CDs dele por aqui e fico mais fã a cada dia que passa. A Marjorie surgiu há pouco tempo na música, e a sua voz ficou muito legal nessa música também. Ah, a música é de autoria de Gordurinha e Almira Castilho. Se liguem só:
A terceira e última que posto também é sensacional. Luiz Melodia e Seu Jorge (ainda com a cabeleira que o caracterizava) interpretam "Diz que eu fui por aí", música composta por Hortêncio Rocha e Zé Keti.
Como diria D2, "salve, salve os verdadeiros arquitetos da música brasileira!"
Por hoje é isso, meus amigos. Espero que tenham gostado. Voltem sempre!
Um abraço,
João Vitor Cirilo.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Vá em paz, Magrão
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Doutor Sócrates, o Magrão, faleceu no dia de hoje na cidade de São Paulo. Um grande atleta, um exemplo de ser humano.
Não há como falar em futebol brasileiro e não pensar em Sócrates. Não há como pensar em democracia e não lembrar do movimento liderado por ele à altura das Diretas, a Democracia Corinthiana, algo nunca mais visto. Não há como ler, ver, ouvir suas palavras e não pensar "poxa, que cara fantástico!"
Ainda ontem à noite peguei minha revista ESPN do mês de Novembro para ler a entrevista concedida por ele à equipe. Simples, objetivo, e correto em seus pensamentos. Um baita exemplo para essa geração.
Querem um exemplo? Quando perguntado sobre o vício com a cerveja, ele disse: "Tenho o dever de colocar minha opinião. Assim como convivi com isso e me prejudicou de todas as formas, acho que as pessoas têm de ter consciência disso".
Uma pena que tenha se envolvido com o álcool, mas digo que ele é mais uma vítima da influência da mídia sobre os jovens, apanhados logo cedo e convidados ao vício. Pena que tenha acordado tarde.
Vá em paz, Magrão. Que Deus ilumine seus caminhos.
Não há como falar em futebol brasileiro e não pensar em Sócrates. Não há como pensar em democracia e não lembrar do movimento liderado por ele à altura das Diretas, a Democracia Corinthiana, algo nunca mais visto. Não há como ler, ver, ouvir suas palavras e não pensar "poxa, que cara fantástico!"
Ainda ontem à noite peguei minha revista ESPN do mês de Novembro para ler a entrevista concedida por ele à equipe. Simples, objetivo, e correto em seus pensamentos. Um baita exemplo para essa geração.
Querem um exemplo? Quando perguntado sobre o vício com a cerveja, ele disse: "Tenho o dever de colocar minha opinião. Assim como convivi com isso e me prejudicou de todas as formas, acho que as pessoas têm de ter consciência disso".
Uma pena que tenha se envolvido com o álcool, mas digo que ele é mais uma vítima da influência da mídia sobre os jovens, apanhados logo cedo e convidados ao vício. Pena que tenha acordado tarde.
Vá em paz, Magrão. Que Deus ilumine seus caminhos.
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